Tuesday, June 20, 2006

Conto de fadas...

Era uma vez uma princesa, que vivia num reino muito distante e precisava muito se sentir amada...

A princesa se sentia só no mundo... Feia... Excluída... Sem graça... E ela era muito infeliz...

O mais engraçado era que todos a sua volta a amavam... Mas todas as demonstrações de amor... todas as palavras de carinho não convenciam a princesa disso... Nada convenceria!!!

O que a princesa ainda não havia percebido era que o único amor que ela não tinha era o dela mesma... E isso fechava uma imensa porta para o mundo...

E a princesinha viveu só, trancada em seu imenso castelo vazio, com a porta bem fechada pela falta de amor-próprio... E afogou-se em sua dor e na imensurável vontade de ser, um dia, feliz...

Mas a dor é um fardo muito pesado pra se carregar a vida inteira e... um dia, de repente, a princesa cansou-se de chorar e lamentar e decidiu ouvir sua fada madrinha (claro que essa princesa - como todas as outras - tinha uma fada madrinha), que sempre dizia que ela precisava apenas abrir a porta e deixar o amor entrar... Sim, porque todo o amor do mundo estava lá fora e a princesa ainda não tinha reparado!!!

Afe... Mas uma porta fechada por tantos anos acaba enferrujando e fica difícil de ser aberta!!! É, mas a princesa tinha feito uma escolha, tomado uma decisão e, ela podia até ser uma moça triste, mas não era dessas que desistem no primeiro empecilho... Esmurrou a porta, chutou, gritou por ajuda!!!

E tomou um tremendo susto ao perceber que as pessoas que estavam lá fora não a haviam ajudado antes, pelo simples fato dela jamais ter desejado ajuda... Juntaram-se uma centena delas e puseram a porta abaixo...

A linda e doce princesa, saiu, enfim, de seu castelo mal-assombrado... Aprendeu a amar-se e a receber o amor dos outros, sem maiores exigências de comprovação... E... Viveu feliz, muito feliz... para sempre!!!

Não, essa estória não termina aqui... Na verdade, ela está apenas começando...

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Ei dor... eu não te escuto mais
Você não me leva a nada
Ei medo... eu não te escuto mais
Você não me leva a nada
E se quiser saber pra onde eu vou
Pra onde tenha sol, é pra lá que eu vou

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Ah... Vocês devem estar se perguntando pelo príncipe encantado, né? Não, nessa história não há príncipes encantados... Até porque todos os que cruzaram o caminho da princesa antes, viraram sapos ao primeiro beijo... E a princesinha hoje, muito bem resolvida, já nem se importa com isso... E está ótima assim mesmo... Quem disse que princesas precisam de príncipes para serem felizes? Nãh!!!

Saturday, June 10, 2006

Eu quero ser de marte...

O ex-monge John Gray, em seu livro Homens são de marte, mulheres são de Vênus, dá determinadas características de marcianos e venusianas... Algumas das características femininas, na época em que li o livro, caíram em mim feito uma luva... Algumas das características masculinas me encheram de revolta por perceber, ali, descrito naquelas páginas, tudo o que mais me aborrecia nos homens...

Hoje, 10 anos depois, eu troco minha revolta por admiração e devo dizer que, embora não pretenda mudar minha opção sexual, estou em pleno exercício para me tornar um pouco mais homem, em minha personalidade. Pois é, quero me mudar pra Marte...

Os homens conseguem uma coisa que é absolutamente impossível para as mulheres, mesmo as mais práticas: eles simplificam!!!

Pra um homem sim é sim... não é não...

Para as mulheres sim pode ser não e vice-versa... Isso, além de que sim e não possuem trocentas variações gradativas que vão do mais-ou-menos sim ao definitivamente não...

Se um homem tem um problema ele fecha a cara até conseguir achar a solução... Se você perguntar pra ele o que tem ele vai dizer NADA, porque não quer que você se intrometa e pronto...

Quando uma mulher tem um problema, ela vai falar dele exaustivamente com as amigas, os vizinhos, o namorado... Se ela amarrar o burro (fechar a cara) e alguém perguntar o que ela tem ela vai responder NADA, mas esse NADA significa exatamente o contrário e é uma dica para que você insista um pouco mais na pergunta e se mostre realmente preocupado...

Quando os homens se aborrecem grandemente eles bebem...

Se as mulheres tem o mínimo stress, elas choram...

Homens não usam subterfúgios... Eles vão dizer exatamente o que pensam ou querem, de forma direta e clara, sem arrodeios...

As mulheres tem uma queda pelas metáforas, pelos códigos e pelas entrelinhas... Dificilmente elas são diretas... As mulheres fazem rodeios para dizer as coisas mais simples... E se o homem não entender uma crise existencial tem início... Ou seja, a mulher espera que o homem adivinhe seus anseios, quando seria bem mais fácil dizer pra ele claramente o que se quer...

Para os homens sexo é sexo e amor é amor... Os dois podem vir juntos, ótimo!!! Mas não necessariamente... E sexo, em especial, é muito bom, mesmo quando não vem junto com amor...

Para as mulheres sexo sem amor é galinhagem... E elas perdem maravilhosas experiências por conta disso!!!

Nunca esqueci aquela clássica cena do filme Sexo, mentiras e videotape quando a mocinha frígida e o mocinho tarado estão juntos no café, e ele, com cara de filósofo pós-moderno ataca:

- A grande diferença entre homens e mulheres é que as mulheres transam com o homem que amam e os homens amam as mulheres com quem transam!!!

Pois bem, precisei apanhar muito pra entender que vocês, meninos, estão certos!!! A vida tem mais é que ser simples mesmo... E eu, quando crescer, quero ser igual a vocês, tá?

Wednesday, May 31, 2006

Ser ou não ser?

Sim, eu SOU... E embora SEJA, ainda prefiro ESTAR...

Para alguém volúvel (ou volátil como diria um querido amigo) como eu a inflexibilidade de SER é muito dura...

Por isso eu fico mesmo é com o transitivo ESTAR...

ESTAR é temporal... Sazonal... Ambivalente... Não engessa você em conceitos ou categorias... Se ESTOU hoje, posso muito bem NÃO ESTAR amanhã... Não há compromissos em se ESTAR!!! O ESTAR é livre... A vida é muito dinâmica para que eu apenas SEJA...

O inglês se mostra uma língua sábia quando condensa em um só verbo SER/ESTAR: TO BE...

E eu acho lindo dizer: I am Guida... solto assim... permissivo assim...

Hoje, por exemplo, I AM Guida... Não, eu não SOU Guida... Eu ESTOU Guida!!!

Tuesday, May 23, 2006

Quem não chora não mama...

Por muitos anos de minha vida foi difícil pra mim falar do que sentia... Era um medo incontrolável de que meu sentimento desagradasse ao outro... Aquele velho problema do pânico de ficar sozinha, saca? Se eu falo e ele(a) não gosta, ele(a) vai embora... Isso se dava com parentes, namorados, amigas, amigos e até com vizinhos chatos...

Aturei muita coisa e engoli muito sapo por anos a fio... O pior não é nada... O pior é que eu acabava me afastando das pessoas porque, de repente, os sapos engolidos começavam a pesar no meu estômago e eu tomava abuso da criatura que me fez engoli-los... Ficava sozinha do mesmo jeito... Foi assim com parentes, namorados, amigas, amigos e até com vizinhos chatos...

De uns meses pra cá eu passei a reavaliar meus passos... Cansei de reclamar da vida e decidi mudar alguns "móveis" de lugar... O primeiro passo foi jogar fora o que não presta... Assim, terminei com um namorado babaca que só me sacaneou... descartei meia dúzia de amizades que só lembravam de mim na necessidade e fechei o tempo com os vizinhos chatos...

O segundo passo tem sido vomitar os sapos antigos e não engolir mais nenhum... Meus pais, coitados, foram os primeiros... Depois deles os amigos que eu decidi manter por perto!!!

Pois bem... Tenho sentido meu coração mais leve e, pasmem, as pessoas tornaram-se mais presentes em minha vida... mais amorosas... mais amigas... Inclusive meus pais que tiveram de escutar poucas e boas guardadas há 30 anos...

Foi quando eu me dei conta: as pessoas não queriam me magoar... Apenas não sabiam como me fazer feliz, já que eu nunca reclamava de nada... Era como se qualquer coisa estivesse bom pra mim... e não estava...

Aí eu entendi aquele velho ditado popular: "quem não chora não mama"...

Wednesday, April 12, 2006

Só, mas não sozinha...

Por muito tempo eu vivi uma ansiedade louca... Eu precisava a todo custo de um "homem pra chamar de meu"... Por isso, por 10 anos, eu emendei um namorado no outro, sem parar nem pra respirar... Era uma necessidade maior que eu mesma... Nunca tive forças pra lutar contra isso...

Talvez Freud explique, sabe? Talvez a ausência de meu pai tenha me feito sentir assim... Ou as instabilidade de minha mãe... Ou mesmo a excessiva confiança de meu avô em mim... Talvez não haja explicação...

O que eu sei é que passei há pouco por um longo período de dura solidão... Não, eu não estava só... Eu tinha um namorado, mas me sentia absolutamente sozinha... Tão só que doía no peito... E, de tão só que me sentia, acabei me recolhendo em mim mesma...

Foram 18 meses de reclusão interna... 18 meses de muita dor... de muitas lágrimas... Mas foram também 18 meses de olhar pra mim mesma...

Sabe qual foi o resultado disso? Me encontrei... lá dentro de mim mesma... lá no fundo... com um monte de tralha por cima... estava EU!!!

Me resgatei e comecei a reavaliar um monte de conceitos... A relação acabou... Mas agora já não me sinto sozinha, embora esteja só... Na verdade, nunca curti tanto estar só comigo mesma, descobrindo que eu sou uma ótima companhia...

Pela primeira vez em muitos anos me sinto leve, em paz e sem a velha ansiedade...

Não, não estou fechada pra balanço... O balanço foi feito nesses 18 meses... Estou com meu peito, meu coração, minha alma e minha mente totalmente abertos... pra novas amizades, pra novas experiências, pra novas sensações e... pra novos amores!!!

Agora eu vou navegando na vida bem devagarinho... sem presa, sem atropelos e sem ansiedade... Vou seguindo as estrelas e esquecendo os velhos mapas... E sendo feliz... só, mas não sozinha!!!

Tuesday, November 22, 2005

O que tá acontecendo?

Ai que meda...

Tô no Brasil há 3 semanas e começo a tomar pé das coisas agora... E tenho tomado um susto atrás do outro... Principalmente no que diz respeito à televisão brasileira...

Pessoas, me respondam por favor: O QUE TÁ ACONTECENDO AQUI?

- Fernanda Lima sendo indicada como atriz revelação => Podem me explicar quem foi que disse àquela moça que ela é atriz? Porra, é covardia enganar assim uma criatura... Toda vez que ela entra em cena eu espero a plaquinha dizendo se é pra rir ou pra chorar... PUTZ (tá, tudo bem, se a gente levar em consideração que a indicaçãoo é pra um prêmio dado pelo Faustão... Acaba sendo o NADA premiando o COISA NENHUMA)...

- O que é aquela Marjorie-não-sei-das-quantas fazendo cara de cantora superpoderosa? Gentem... Vamo combinar... Como cantora aquela menina é uma manicure perfeita!!! Caracas... E meu filho usou a mesada pra comprar um CD dela, acreditam? Dá uma revolta...

- Putz... Que programinha chulo é aquele do Márcio Garcia? Nem reparei em que canal era, mas tive tempo suficiente, enquanto trocava a TV correndo pra outro canal qualquer, que tava rolando um brega da pior qualidade por lá... Pleaseeeee, me matem!!!

- E tem o campeão de audiência: o PÂNICO!!! Pô, os caras se auto-intitulam humoristas... Vou te contar... Longe de mim ser purista... Adoro uma ironia... Uma piadinha sarcástica bem colocada... Acho que o humor é uma grande arma de questionamento e rebeldia!!! Mas o que aqueles caras fazem é agressão verbal e gratuita... Eu páro e me pergunto se as pessoas iriam rir se fosse com elas!!! Pois é, tô revoltada... Não consigo nem olhar a cara dequeles animais... Ódio mortal... E são campeões de audiência... Ewwww.... Dá um nojo...

Resultado: só páro na frente da TV pra ver as novelas (um vício de infância) e A Grande Família (que tá cada vez melhor)...

Pelo menos tá me sobrando mais tempo pra ler... tsc tsc...

Wednesday, October 19, 2005

Era uma vez em São Cristóvão...

Era agosto de 2003... Estávamos em Aracaju pra um Simpósio de Ciências Sociais, Eu, Lidiane, Rui, Maurício e meu primo Amaro... Numa tarde que tivemos livre, eu, Amaro e Maurício fomos à cidade vizinha, São Cristóvão... Cidade histórica, tombada pelo Patrimônio Cultural, cheia de velhas igrejas, sobrados e um casario parecido com o de minha cidade...

Estávamos lá como turistas, of course... Até um Guia Mirim nós arrumamos...

Bem, entre uma igreja e outra, chegamos ao Museu da cidade... Esse aí da foto (se não me engano... tsc tsc)... Subimos lá e a recepcionista nos informou que deveríamos pagar R$ 1,00 pra entrar... Eu paguei... Maurício pagou... Amaro perguntou a moça:

- O que tem pra ver nesse museu?

A menina respondeu a pergunta dele, descrevendo cada sala do museu... Falou a respeito de tudo o que se poderia ver lá dentro... tanto no térreo, como no primeiro andar... Quando ela terminou, eu e Maurício já animados pra ver tudo com nossos próprios olhos, apressamos Amaro, e ele respondeu...

- Eu não vou não...

- Como assim Bial?

- Oxe... Se essa moça já me disse tudo que tem lá dentro, pra que vou gastar meu R$ 1,00?

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